Espécie exótica invasora

Vespa velutina

Aprenda a reconhecer a vespa-asiática, identificar os seus ninhos e agir em segurança. A informação certa ajuda a evitar riscos e facilita uma resposta mais rápida.

Conhecer para agir

Vespa velutina: reconhecer para agir em segurança

Uma espécie exótica invasora presente em Portugal, com impacto particular sobre as abelhas, outros insectos polinizadores e a actividade apícola.

A Vespa velutina, também conhecida como vespa-asiática ou vespa-das-patas-amarelas, apresenta características que permitem distingui-la de outras vespas. Conhecê-las ajuda a evitar identificações erradas e a comunicar de forma mais útil uma possível detecção.

Uma vespa isolada não deve ser confundida automaticamente com uma situação de perigo. O risco aumenta sobretudo na proximidade de um ninho, que pode ser defendido activamente pela colónia quando é perturbado.

O objectivo desta página

Ajudar a população a distinguir a espécie, reconhecer diferentes tipos de ninho, perceber o ciclo anual e saber como comunicar uma suspeita sem se colocar em risco.

Regra essencial: não se aproxime nem tente destruir um ninho. A intervenção deve ser realizada por equipas habilitadas.
Identificação

Como reconhecer a Vespa velutina

A combinação das características é mais importante do que uma característica isolada. Se conseguir observar em segurança, procure estes sinais.

Corpo muito escuro Tórax castanho-escuro a negro e aspecto geral mais escuro do que muitas vespas autóctones.
Face alaranjada Cabeça escura, com a face de tonalidade laranja ou amarelada.
Extremidades amarelas As patas são escuras, mas terminam em segmentos amarelos muito característicos.
Faixa abdominal Destaca-se um segmento abdominal largo de cor amarelo-alaranjada sobre o corpo escuro.
Dimensão As obreiras rondam alguns centímetros e as rainhas podem atingir cerca de 3,5 cm.
Asas escuras As asas apresentam tonalidade fumada ou escura, reforçando o aspecto global da espécie.
Características de identificação da Vespa velutina
Atenção às confusões: Portugal possui outras vespas que desempenham funções ecológicas importantes. Uma identificação errada pode levar à destruição desnecessária de espécies autóctones.
Ninhos e ciclo anual

Nem todos os ninhos têm o mesmo aspecto

Ao longo do ano a colónia pode passar de um pequeno ninho primário, construído pela rainha, para um ninho secundário muito maior. A localização e a abertura do ninho ajudam na identificação.

01

Ninho primário

Surge habitualmente na Primavera, inicialmente construído pela rainha em local protegido. É pequeno, aproximadamente esférico, e pode ser encontrado em alpendres, anexos, estruturas cobertas, cavidades ou outros locais abrigados.

Nos ninhos embrionários a abertura encontra-se geralmente na parte inferior.

02

Ninho secundário

Com o crescimento da colónia pode surgir um ninho maior, muitas vezes em árvores e a vários metros do solo, embora também possa ocorrer em edifícios ou sebes.

Tende a apresentar forma arredondada ou de pêra e uma pequena entrada lateral.

Ciclo anual da Vespa velutina

O ciclo ao longo do ano

Fim do Inverno / Primavera Fundação

A rainha fecundada inicia a colónia e constrói o primeiro ninho.

Primavera / início do Verão Crescimento

Nascem obreiras e a actividade da colónia aumenta progressivamente.

Verão / Outono Maior actividade

A colónia pode atingir grande dimensão e o ninho torna-se muito mais activo.

Final do Outono / Inverno Novas rainhas

As futuras fundadoras abandonam o ninho; o ninho antigo não volta a ser reutilizado.

Segurança

Encontrou um ninho? Saiba o que fazer

O melhor contributo do cidadão é observar sem perturbar, registar a localização e comunicar. A destruição improvisada pode aumentar o risco para pessoas próximas e dificultar o controlo.

Faça

  • Mantenha uma distância prudente e evite permanecer na trajectória de entrada e saída das vespas.
  • Registe a localização com o máximo de precisão possível.
  • Se for seguro, tire fotografias à distância para apoiar a identificação.
  • Comunique o ninho através da plataforma oficial STOPvespa.
  • Informe outras pessoas do local para evitar aproximações acidentais.

Não faça

  • Não tente remover, queimar, perfurar, derrubar ou destruir parcialmente o ninho.
  • Não use armas de fogo ou outros métodos improvisados.
  • Não provoque vibrações ou impactos junto do suporte onde se encontra o ninho.
  • Não instale armadilhas indiscriminadamente: podem capturar numerosos insectos não-alvo.
  • Não se aproxime apenas para conseguir uma fotografia melhor.
Caldas da Rainha · 2026

Distribuição territorial das detecções em 2026

O mapa apresenta apenas os registos municipais associados ao STOPvespa em 2026, agregados numa grelha de 1 km × 1 km. A localização exacta de cada registo não é divulgada. Ao seleccionar uma quadrícula pode comparar o valor de 2026 com os três anos anteriores.

Detecções por quadrícula · 2026

Clique numa quadrícula para consultar o histórico dessa área.
A carregar dados…
A legenda será ajustada automaticamente aos valores de 2026.
— detecções registadas em 2026
— quadrículas com registos em 2026
— maior valor numa quadrícula em 2026

Os valores apresentados correspondem a registos da tabela municipal de pedidos associados ao evento STOPvespa. A representação pública é agregada por quadrícula de 1 km, não revela a posição exacta dos registos e um registo histórico não significa que exista actualmente um ninho activo nesse local.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Não. Um exemplar isolado não é, por si só, mais agressivo do que outras grandes vespas. O comportamento defensivo pode, no entanto, intensificar-se na proximidade do ninho, sobretudo se este for perturbado.

Regra geral, não. As novas rainhas abandonam a colónia e hibernam noutros locais, iniciando novos ninhos na época seguinte.

Não de forma indiscriminada. As armadilhas actualmente utilizadas não são totalmente selectivas e podem capturar muitos outros insectos, incluindo polinizadores. O controlo deve seguir orientações técnicas.

Em territórios onde a espécie já está instalada, a localização de ninhos é particularmente relevante, porque permite encaminhar a informação para o município e apoiar a respectiva gestão.
Encontrou um ninho?

Reporte através da plataforma STOPvespa

O registo georreferenciado ajuda a identificar correctamente o local e encaminha a informação para as entidades responsáveis. Sempre que seja seguro, inclua fotografias que facilitem a confirmação.

Fontes de enquadramento: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Em situação de perigo imediato para pessoas, contacte os serviços de emergência adequados.

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